O Grupo Avante inaugurou neste mês de agosto, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais, o Centro de Distribuição Avante (CDA), empreendimento intermodal que recebeu investimentos de R$ 480 milhões e foi construído em 26 meses. As informações saõ do Diário do Comércio.
Localizado no distrito de Joaquim Murtinho, o terminal conecta as principais ferrovias que cortam o Estado — Vitória a Minas (Vale), Centro-Atlântica (VLI) e Malha Regional Sudeste (MRS), além da BR-040, facilitando o escoamento de minério de ferro para os portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
Com capacidade para movimentar 12 milhões de toneladas por ano, o CDA amplia a logística da empresa, que controla a Ferro Puro Mineração e a GSM Mineração. O sócio e diretor do grupo, Guilherme Lobato, explicou que a estrutura nasceu para atender as próprias operações, mas que a capacidade excedente será ofertada ao mercado.
O terminal opera em bitola mista, característica considerada estratégica por permitir o atendimento a ferrovias que possuem trilhos de tamanhos diferentes. Dessa forma, linhas ferroviárias que antes não se conectavam passam agora a operar de forma integrada. Segundo Lobato, isso viabiliza um “escoamento mais rápido e inteligente” entre Minas e os portos da Região Sudeste.
Empregos e impacto social
Durante as obras, o CDA mobilizou cerca de 1.500 trabalhadores. Na fase operacional, foram criados 250 empregos diretos e outros 750 indiretos. O Grupo Avante também investiu em capacitação, promovendo cursos de formação para operadores de pá carregadeira, estendendo o benefício ao mercado regional.
Além dos postos formais, o empreendimento tem refletido em pequenos negócios locais. A Padaria Estação do Pão, no distrito de Joaquim Murtinho, viu o faturamento crescer desde o início das obras. O proprietário, Junior Fernandes, afirma que hoje 80% da receita da padaria vem de fornecimentos ligados ao CDA e empresas associadas.
Expansão do Grupo Avante
Paralelamente à inauguração do terminal, conforme noticiado pelo Mais Minas, o Grupo Avante concluiu a aquisição da Mina Várzea do Lopes, em Itabirito, após aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A unidade pertencia à Gerdau, que decidiu concentrar sua produção na Mina Miguel Burnier, em Ouro Preto, onde investe R$ 3,2 bilhões em um novo projeto com aumento de 5,5 milhões de toneladas anuais de capacidade.

A venda transferiu ao Avante os direitos minerários e a operação da mina, enquanto a Gerdau manteve o direito de preferência na compra do minério e a responsabilidade pelos custos de fechamento da unidade relativos ao período em que foi operada pela companhia.
Com isso, o Grupo Avante amplia sua atuação no setor mineral em Minas, passando a controlar minas, centros de distribuição e pátios de transbordo, além de empresas ligadas ao agronegócio.