A Prefeitura de Ouro Preto arrecadou R$ 477,1 milhões em receitas correntes entre janeiro e junho de 2026, segundo os balancetes de receitas publicados no Portal da Transparência do município. O valor representa um crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando a arrecadação somou R$ 420,3 milhões.
Na prática, os cofres municipais receberam R$ 56,8 milhões a mais em receitas correntes no primeiro semestre deste ano. Com a divulgação do balancete de junho, o crescimento acumulado passou de 9,4%, registrado até maio, para 13,5% no fechamento dos seis primeiros meses de 2026.
Os dados também mostram uma aceleração no volume médio de arrecadação mensal. Enquanto no primeiro semestre de 2025 a Prefeitura arrecadou, em média, R$ 70 milhões por mês, em 2026 essa média passou para R$ 79,5 milhões, um aumento de aproximadamente R$ 9,5 milhões mensais.
Junho impulsionou o crescimento do semestre
Os dados de junho contribuíram para elevar o crescimento acumulado do semestre de 9,4% para 13,5%. No sexto mês de 2026, a Prefeitura arrecadou R$ 79 milhões em receitas recorrentes, contra R$ 63,3 milhões registrados em junho de 2025.
Na comparação entre os dois meses, o crescimento foi de aproximadamente 24,8%, resultado que contribuiu para ampliar o desempenho positivo observado no acumulado do semestre.
Transparência dos dados
Os números apresentados nesta reportagem foram extraídos dos balancetes oficiais de receitas da Prefeitura de Ouro Preto, disponíveis para consulta pública no Portal da Transparência do município.
Para permitir que os leitores acompanhem a apuração e realizem suas próprias análises, o Mais Minas disponibiliza abaixo os documentos utilizados nesta reportagem.
Balancetes de 2025
- Janeiro de 2025 (PDF)
- Fevereiro de 2025 (PDF)
- Março de 2025 (PDF)
- Abril de 2025 (PDF)
- Maio de 2025 (PDF)
- Junho de 2025 (PDF)
- Primeiro semestre de 2025 (PDF)
Balancetes de 2026
- Janeiro de 2026 (PDF)
- Fevereiro de 2026 (PDF)
- Março de 2026 (PDF)
- Abril de 2026 (PDF)
- Maio de 2026 (PDF)
- Junho de 2026 (PDF)
- Primeiro semestre de 2026 (PDF)
Quadro comparativo da receita:
| Indicador | 1º semestre de 2025 | 1º semestre de 2026 |
|---|---|---|
| Receitas correntes | R$ 420,3 milhões | R$ 477,1 milhões |
| Diferença | — | +R$ 56,8 milhões |
| Crescimento | — | +13,5% |
| Média mensal | R$ 70,0 milhões | R$ 79,5 milhões |
Quais receitas sustentam as finanças do município?
O balanço consolidado de 2025 ajuda a compreender a estrutura da arrecadação municipal. No ano passado, Ouro Preto encerrou o exercício com R$ 930,9 milhões em receitas correntes.
As duas maiores fontes de recursos foram o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o ICMS. O ISS, principal tributo municipal, arrecadou R$ 230,5 milhões ao longo de 2025. Já o ICMS, principal transferência estadual, respondeu por R$ 229,3 milhões.
A Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), conhecida como royalty da mineração, também teve participação relevante nas contas públicas, totalizando R$ 93,4 milhões em 2025.
Outras receitas importantes foram o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), responsável por R$ 89,3 milhões, e os recursos do Fundeb, que somaram R$ 55,8 milhões.
Fonte dos dados
Os dados utilizados nesta reportagem foram extraídos dos balancetes mensais e dos balancetes consolidados do primeiro semestre de 2025 e 2026, publicados pela Prefeitura de Ouro Preto no Portal da Transparência.
O que são receitas correntes?
As receitas correntes correspondem aos recursos arrecadados regularmente pelo poder público para custear a manutenção dos serviços e das atividades do município. Nessa categoria estão tributos como IPTU, ISS e ITBI, taxas, contribuições, transferências constitucionais, como ICMS, FPM e Fundeb, além da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), entre outras fontes previstas na legislação.
Diferentemente das receitas de capital, que estão relacionadas, por exemplo, à contratação de empréstimos ou à venda de bens públicos, as receitas correntes refletem a capacidade de arrecadação e de financiamento das despesas do dia a dia da administração municipal, sendo um dos principais indicadores da saúde fiscal de um município.







