A sambista Adriana Araújo morreu nesta segunda-feira, 2 de março. A família confirmou a morte pelo Instagram da artista. Ela tinha 49 anos e estava internada desde a noite de sábado no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, após sofrer um aneurisma cerebral com hemorragia de grande extensão.
Adriana havia se apresentado no Largo da Alegria, em Ouro Preto, no dia 15 de fevereiro, durante o carnaval da cidade histórica. Nas redes sociais, a cantora compartilhou os registros daquela noite com entusiasmo. Menos de duas semanas depois, desmaiou em casa, foi levada a uma UPA e transferida para o Odilon Behrens, onde os médicos constataram o aneurisma. No domingo, a equipe da artista divulgou nota informando que o quadro era gravíssimo e irreversível. Ela não resistiu.
“Adriana foi muito mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor”, escreveu a família no comunicado desta segunda.
A nota pede orações pelo filho Daniel e pelo marido Evaldo, o sambista Evaldo Araújo, com quem dividiu palco por anos no grupo Simplicidade Samba antes de iniciar a carreira solo em 2020.
Quem foi Adriana Araújo
Natural da comunidade Pedreira Prado Lopes, na Lagoinha, região historicamente ligada ao samba em Belo Horizonte, Adriana construiu sua trajetória artística a partir das rodas de samba da capital mineira. Sua formação passou por oficinas de dança afro com a professora Marlene Silva, teatro na prefeitura e estudo de técnica vocal.
Em 2021, lançou o álbum “Minha Verdade”, seu primeiro disco autoral, com repertório sobre ancestralidade, amor e negritude. Ao longo da carreira, participou da Virada Cultural de BH, do Festival Sensacional e da Virada da Liberdade, na Praça da Liberdade. Dividiu palco com Leci Brandão, Fabiana Cozza, Arlindinho e Jorge Aragão. Também idealizou o espetáculo “Adriana Araújo Canta Alcione”, homenagem à maranhense.
A família informou que sua obra segue disponível nas plataformas de streaming.







