Artilheiro do Brasil nas duas maiores competições nacionais (Brasileirão e Copa do Brasil), Kaio Jorge é um destaque com ‘D’ maiúsculo no cabuloso. O atacante, com passagens por gigantes do futebol como Juventus e Santos, chegou ao elenco no início de 2025. O começo do atleta na Raposa foi bem difícil; com dificuldades de adaptação, ele só se ‘achou’ no time após a chegada do treinador Leonardo Jardim.
Memóravel
Kaio Jorge transformou estatísticas em história viva com a camisa celeste em 2025. Ao registrar 26 gols e 9 assistências, o centroavante não só comandou a ofensiva, como também quebrou um tabu que perdurava por mais de meio século. Desde 1970 a torcida da Raposa não via um jogador do clube no topo da artilharia do Campeonato Brasileiro.
A novela
As tratativas iniciaram com uma proposta de 30 milhões de euros, livre de trocas. Na sequência, o Flamengo subiu a oferta para 32 milhões de euros (cerca de R$ 207 milhões), incluindo o atacante Everton Cebolinha como moeda de troca. Entretanto, a diretoria mineira mantém o jogo duro: embora aceite a inclusão de outros jogadores, o Cruzeiro exige que o montante final da operação atinja os 50 milhões de euros.
Luiz Araújo é outro nome que agrada ao Cruzeiro, mas o Rubro-Negro já colocou um freio nas expectativas mineiras. Por ser um atleta fundamental para Filipe Luís, o Flamengo trata o jogador como inegociável neste momento.
Segundo o portal GE, a diretoria celeste descarta qualquer possibilidade de venda do atacante nesta janela de transferências. A manutenção do atleta foi uma das exigências imediatas do técnico Tite ao assumir o comando da equipe. Além do respaldo do treinador, o Cruzeiro está protegido por uma multa rescisória astronômica de 100 milhões de euros (aproximadamente R$ 652 milhões).
A postura
Há pouco tempo, o torcedor cruzeirense estava acostumado a ver seus destaques saírem na primeira oferta razoável para sanar dívidas imediatas. Mas o cenário mudou. O “não” enfático do Cruzeiro às investidas do Flamengo por Kaio Jorge não é apenas uma negociação de valores, é um manifesto de que a Raposa voltou a se comportar como o gigante que sempre foi.
Aceitar 30 ou 32 milhões de euros por um jogador que entregou 26 gols e 9 assistências em uma única temporada seria um erro histórico. O jovem atleta em uma temporada fez o que ninguém conseguia desde 1970: devolveu ao Cruzeiro o posto de ter o artilheiro do Brasileirão. O clube finalmente encontrou um jogador que veste a responsabilidade com a mesma naturalidade com que balança as redes. Abrir mão disso para reforçar um concorrente direto, por um valor “abaixo” do normal, seria um “suicídio esportivo”.



